A homologação de boletos bancários é um processo essencial para garantir que os pagamentos dos condôminos cheguem corretamente às contas das administradoras. Sem essa etapa, há riscos de erros na emissão e no recebimento dos valores, comprometendo a saúde financeira do condomínio.
O processo é simples, mas algumas etapas variam de acordo com cada instituição bancária, o que pode causar dúvidas.
Por isso, neste artigo, listamos algumas exigências específicas de cada banco para os processos de homologação de boletos e arquivos de remessa.
Boa leitura!
Como funciona a homologação de boleto?
A homologação de boleto ocorre em etapas para garantir que todas as transações sigam os padrões bancários.
Antes de tudo, a administradora gera um boleto teste e o envia ao banco para validação. Em seguida, cria-se um arquivo de remessa teste, que também passa por essa análise. Então, o banco verifica se os arquivos seguem o layout exigido e contêm todas as informações necessárias.
Somente após essa confirmação, a administradora pode emitir boletos reais com segurança e conformidade.
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Homologação de boletos por banco: quais são as regras?
Cada instituição bancária possui regras e procedimentos específicos para a homologação de boletos, garantindo que os pagamentos sejam processados corretamente e sem falhas.
Durante essa etapa, as administradoras de condomínios devem seguir as diretrizes do banco com o qual operam, incluindo a geração de arquivos de remessa e retorno, validação de layout e testes operacionais.
Abaixo, veja como funciona o processo de homologação em diferentes bancos.
Caixa Econômica Federal
Local de pagamento: a Caixa exige que este campo esteja preenchido com uma mensagem padrão: “Preferencialmente nas casas lotéricas até o valor limite”.
Formato do boleto: a instituição exige que o boleto esteja no modelo CEF. Mesmo que a sua empresa não vá usar esse modelo de boleto nas emissões de cobrança oficiais, o boleto para homologação deve obedecer a esse formato, para que ele contenha todas as informações necessárias para validação.
Quantidade de boletos e código de barras: a Caixa exige o envio de 10 a 20 boletos fictícios. No código de barras, o dígito geral deve ser um algarismo entre 1 a 9, e o dígito livre, entre 0 e 9.
Santander
O cadastro do Santander é um dos mais simples, uma vez que, ao solicitar ao banco as informações para homologação, a instituição envia um e-mail padronizado com todas as informações necessárias.
Local de pagamento: a mensagem padrão do Santander é “Pagar preferencialmente no Grupo Santander”.
Formato do boleto: a logo é obrigatória.
Itaú
Carteira: o Itaú exige que a empresa determine o tipo de carteira usada – registrada ou simples.
Local de pagamento: há dois textos obrigatórios: “Pague preferencialmente no Itaú” e, para local preferencial, “Após o vencimento pague somente no Itaú”.
Formato do boleto: a logo é obrigatória.
Bradesco
Carteira: O Bradesco também exige que a empresa determine o tipo de carteira usada – o número é fornecido pelo banco.
Local de pagamento: o texto obrigatório é “Pagar preferencialmente na Rede Bradesco ou Bradesco Expresso”.
Formato do boleto: a logo é obrigatória.
Banco do Brasil
Carteira: também no Banco do Brasil, é necessário informar o número da carteira usada, fornecido pelo banco.
Local de pagamento: o texto obrigatório é “Pagável em qualquer banco até o vencimento”.
Formato do boleto: a logo é obrigatória.